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carros híbridos

Tecnologia combina motores a combustão e elétrico.
Montadores desenvolvem modelos para reduzir poluição.

A emissão de poluentes é um dos assuntos mais debatidos em todo o mundo e quando esse tema é tratado, a poluição gerada por automóveis é sempre questionada. A preocupação tem tomado corpo e ganha maiores proporções a cada dia. Nessa onda verde sempre se ouve falar dos carros híbridos, uma alternativa para amenizar a poluição mundial. Mas, afinal, o que é o veículo híbrido?

Considerado uma importante alternativa para diminuir a emissão de gases, o híbrido é um automóvel equipado com motor que pode rodar tanto por combustão – gasolina, álcool ou diesel -, como por energia elétrica alimentada por baterias adicionais. Na verdade trata-se de um carro equipado com dois motores, sendo um ligado ao outro. A maior parte dos carros híbridos utiliza gasolina no motor a combustão.

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O funcionamento desse carro se dá com um motor elétrico acoplado a um propulsor movido a gasolina. Em um veículo desses a aceleração é interpretada por um computador. Ao receber essa informação ele define se vai ser necessária mais força, que será solicitada ao motor a gasolina ou então menos força, que será solicitada ao elétrico. A grande sacada do carro híbrido, na verdade, é fazer uma combinação entre os dois motores e obter uma grande economia de combustível ao mesmo tempo em que reduz de forma significativa a emissão de poluentes.

A corrida para soluções, principalmente ambientais, já é pauta dos fabricantes de automóveis a mais de uma década. Desse modo, essa tecnologia já ganhou aprimoramentos e os novos modelos conseguem aproveitar o próprio movimento para gerar energia e carregar a bateria. Um exemplo de aproveitamento de energia ocorre em certas situações no trânsito, como por exemplo, ao frear.

Outra combinação de híbridos utiliza o motor a gasolina para colocar o veículo em movimento, depois, a certa velocidade o elétrico assume a mantém a velocidade.

Praticamente todas as marcas mundiais têm seus modelos híbridos que são comercializados nos Estados Unidos, no Japão e em alguns países da Europa. O Prius, da japonesa Toyota, foi o primeiro automóvel híbrido a ser comercializado no mundo.

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Os componentes de um carro híbrido

Automóveis híbridos tracionados por motor a gasolina e também a eletricidade, são equipados com os seguintes componentes:

Motor a gasolina – o carro híbrido tem um motor a combustão muito parecido com aqueles que equipam os automóveis tradicionais. Porém, o motor de um híbrido é menor e utiliza novas tecnologias para aumentar sua eficiência, principalmente em relação a autonomia. Em conseqüência, esses veículos também reduzem a emissão de poluentes na atmosfera.

Motor elétrico – Esse dispositivo em um carro híbrido é extremamente sofisticado. A tecnologia eletrônica é avançada e permite inúmeras funções para aproveitar o movimento do carro, seja nas arrancadas, como nas freadas. Além disso a atuação do motor elétrico pode ser como o propulsor principal, ou então como um carregador das baterias.

Transmissão – A função da transmissão é a mesma de um carro normal, ou seja, serve para transmitir o movimento gerado pelo motor as rodas e assim colocar o automóvel em movimento.

Gerador – Usado principalmente em híbridos em série, seu funcionamento é similar a um motor elétrico, mas sua finalidade é exclusiva para a produção de energia elétrica.

Baterias – são os dispositivos de armazenamento de energia para movimentar o motor elétrico. Conforme a composição, a bateria pode reservar energia gerada pelo próprio propulsor elétrico em um momento e em outro alimentá-lo.

Tanque de combustível – é o reservatório do combustível normal, na maioria dos carros, gasolina.

Os tipos de motores híbridos

De acordo com o princípio de funcionamento, os carros híbridos podem ser classificados em três tipos:
Híbrido de série: o motor a combustão interna não tem nenhuma conexão mecânica com as rodas, sua finalidade é apenas para gerar eletricidade. Seu funcionamento é otimizado e só é acionado para recarregar a bateria. Toda a tração do automóvel é sempre originada pelo motor elétrico. Alguns exemplos de carro híbrido de série são o Chevrolet Volt e o Opel Ampera.
Híbrido em paralelo: os dois motores, tanto o elétrico quanto a combustão são utilizados para gerar força. Nessa categoria estão os carros Honda Civic Hybrid e Insight.

Híbrido combinado: os dois motores podem tracionar o veículo, seja a combinação que for. Sua composição é semelhante a um híbrido de série, porém a conexão mecânica das rodas está ligada aos dois propulsores. Os carros híbridos produzidos pela Toyota e pela Lexus são da configuração combinada

Outros tipos de motores

Também existe outra forma de classificar os híbridos que varia de acordo com as funcionalidades de cada propulsor na otimização de funcionamento:
Micro-híbrido: ao parar no trânsito, como por exemplo em um farol, o motor a combustão se desliga. Quando o motorista acelera para retomar velocidade, um alternador reversível, que utiliza energia armazenada, aciona novamente o motor a gasolina que vai tracionar o veículo o tempo todo. Um exemplo desse carro são os modelos BMW.

Semi-híbrido: o motor elétrico é utilizado como um assistente para o motor principal, a combustão. Ele gera energia nas freadas, mas não funciona sozinho, ou seja, toda a tração é feita pelo propulsor a combustão, o elétrico apenas complementa. Os carros Honda se enquadram nessa categoria.

Híbrido puro: este carro pode trafegar movido apenas pelo motor elétrico e manter o motor a combustão totalmente desligado. A mudança para o motor a combustão pode ocorrer de forma automática ou mesmo voluntária. As marcas Toyota e Lexus enquadram seus automóveis híbridos nessa categoria.

Híbrido recarregável: nesse segmento estão os veículos equipados com baterias que podem ser carregadas na tomada de energia elétrica comum. A autonomia é pequena, algo em torno de 32 quilômetros, mas nesse percurso o sistema elétrico opera sozinho, sem necessidade de acionar o propulsor a combustão. O carro Toyota Prius é um exemplo.

Híbrido estendido: seu funcionamento é similar ao recarregável, porém é um hibrido de série, que ativa o motor a combustão para carregar a bateria adicional. O funcionamento do motor a combustão ocorre em regime constante para aumentar a autonomia. O Chevrolet Volt, Opel Ampera e o Volvo ReCharge Concept são modelos assim.

Vantagens e desvantagens

Como toda nova tecnologia, o veículo híbrido tem seus pontos altos, que são o objetivo de todos os projetos das fábricas. O principal deles é a economia de combustível aliada e redução da emissão de poluentes. A vantagem também se dá pelo fato de poder ser abastecido com qualquer tipo de combustível encontrado nos postos de abastecimento. A evolução dos híbridos também já aproveita até mesmo os movimentos, como a recuperação da energia empregada em uma frenagem para carregar a bateria. Os motores a combustão e os elétricos são pequenos, mais leves e muito eficientes.

A desvantagem, no entanto, está nos altos valores cobrados por esses modelos que ainda não entraram no mercado em larga escala. Depois, a pouca autonomia, principalmente das baterias carregadas na rede de energia elétrica. Essas baterias também não oferecem boa durabilidade e têm um alto impacto ambiental, já que não se reciclam.

Amazonas – casa flutuante

Reserva no AM ganha casa flutuante ecologicamente correta
Construção tem capacidade para alojar até 20 pessoas.
Energia é solar, água vem da chuva e telhas são de plástico reciclado.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no Amazonas, acaba de ganhar uma casa flutuante ecológica com capacidade para receber até 20 pessoas.

Com 12 metros de largura e 18 metros de comprimento, o flutuante foi costruído em Tefé, a cerca de 70 km de onde ficará estacionado, na Reserva Amanã. Para rebocá-lo, foram necessários três barcos.

Tudo na casa foi construído levando em conta o meio ambiente: a eletricidade disponível dentro dela é 100% fotovoltaica, ou seja, gerada a partir da luz solar. A energia é suficiente para iluminar as instalações, bem como para manter operante o rádio para comunicação e o refrigerador para alimentos.

A água usada nas torneiras e chuveiros é captada da chuva e do próprio rio onde a construção está instalada. Filtros garantem que a água esteja limpa para o consumo. Há tanques que permitem armazenar até 5.700 litros de chuva.

O esgoto, antes de ser devolvido à natureza, passará por um sistema de tratamento que ainda será instalado.

As telhas que cobrem a casa, apesar de parecerem comuns, são feitas de plástico PET reciclado. “Elas pesam cerca de um sexto das telhas de barro”, observa o coordenador de operações do Instituto Mamirauá, Josivaldo Modesto.

A estrutura de madeira consegue se manter acima da água graças às toras de assacu que tem em sua base. “É uma madeira que, quanto mais tempo fica na água, mais dura fica”, conta Modesto.

A casa flutuante tem a função principal de servir de alojamento para pesquisadores, mas poderá receber também agentes de fiscalização que visitem a Reserva Amanã. Essa reserva estadual, junto com a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Parque Nacional do Jaú formam o corredor central de unidades de conservação do Amazonas, a maior área contínua protegida de floresta tropical do mundo.

O novo flutuante foi construído com recursos do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, repassados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O instituto já dispunha de outros 15 flutuantes para as reservas que administra, mas este é o primeiro a ser projetado com todos estes recursos ecologicamente corretos.

Incrivel

Como pode?
Qual a chance disso acontecer de novo?