SOLDADOS BRASILEIROS MORTOS NO TERREMOTO DO HAITI
O 5º Batalhão de Infantaria Leve de Lorena, que teve sete militares mortos no Haiti durante o terremoto desta terça-feira (12), não tem previsão alguma de quando os corpos chegarão ao Brasil. Segundo o coronel Cardoso Martins, comandante do batalhão, o que se espera agora é que os sobreviventes possam voltar a salvo ao país.
O coronel Cardoso Martins, do 5º Batalhão de Infantaria Leve de Lorena, diz que situação é ‘calamitosa’. (Foto: Bruno Azevedo/G1)
“O que nos resta é torcer para que os nossos homens que ainda estão lá consigam voltar para o Brasil a salvo”, diz.
Pelas informações que teve até agora, o comandante considera a situação no Haiti de calamitosa.
Segundo o coronel Martins, todos os oficiais do Exército que foram para o Haiti são voluntários, não tendo sido obrigados a ir para a missão de paz. Eles passaram por testes físicos, médicos e psicológicos, além de um treinamento que durou entre três e quatro meses. São 150 homens dos batalhões do Vale do Paraíba (Lorena e Caçapava) no Haiti.
Vítimas em Lorena
Na manhã desta quarta-feira o movimento de parentes em busca de informações sobre os militares que estão no Haiti foi intenso no Batalhão de Lorena. Nervosismo e ansiedade na espera por notícias. Alguns passaram mal e precisaram de atendimento médico.
Sete militares do Quinto Batalhão de Infantaria de Lorena Leve morreram. Segundo o Exército, faleceram o 1º Tenente Bruno Ribeiro Mário, os 2º Sargento Davi Ramos de Lima e Leonardo de Castro Carvalho, os cabos Douglas Pedrotti Neckel e Washington Luis de Souza Seraphin, os soldados Tiago Anaya Detiemermani e Antonio José Anacleto do 5º Batalhão de Infantaria Leve.
150 militares do Vale do Paraíba estavam em missão no Haiti há sete meses. A previsão é de que eles começassem a voltar para o Brasil em grupos a partir dessa quarta-feira. Mas o retorno foi cancelado por tempo indeterminado.


























