Archive for the 'Saúde' Category


Jovem de 13 anos conquista direito de morrer

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Uma jovem britânica de 13 anos conquista direito de morrer. Os pais de Hannah estão orgulhosos pela decisão da filha e a apóia em sua decisão.

Hannah precisa fazer uma operação do coração, mas a cirurgia tem poucas chances de ser bem sucedida, devido a isso a Menina decidiu que não quer fazer a cirurgia.

Em Fevereiro o hospital chegou a entrar com processo para obrigar a menina a se tratar, mas ela quer viver o resto de sua vida da melhor maneira possível, com dignidade. Pois precisaria de tratamento intensivo depois da cirurgia.

Que atitude tomaríamos nós pais? Quanta dificuldade para viver com sua dignidade, mas o hospital também quer fazer a sua parte, é difícil mas aí neste caso somente Deus para entrar com uma obra. Mas sabemos que para Deus nada é impossível.

Posted on 25th December 2008
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Mulher ter acne na fase adulta não é normal

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O aparecimento da acne em mulheres, na fase adulta, não é considerado um fato normal. Isso, porque, esse tipo de problema é comum no início da produção dos hormônios, o que ocorre na adolescência.
Portanto, mulheres que apresentam um quadro de acne, devem passar por exames detalhados para detectar qual a origem do problema. Geralmente, as causas dessa acne estão associadas a disfunção hormonal, ou relacionadas com ovários policísticos, ou ainda, com o aumento dos hormônios andrógenos, responsáveis pelo estímulo à glândula sebácea, provocando o entupimento e conseqüentemente, as espinhas.
Além disso, a acne pode estar ligada a problemas mais graves como um tumor de ovário adrenal ou ainda, pode não haver nenhuma alteração, mas, a mulher pode responder mais intensamente ao andrógeno, caracterizando-se o caso como alteração periférica.

Nesse último caso, existem tratamentos específicos que são os chamados anti-andrógenos, substâncias que inibem a ação do andrógeno, de maneira sistêmica e local.

Vale destacar que os tratamentos, em geral, são longos e duram cerca de um ano. No início, são prescritas doses mais altas dos anti-andrógenos e no final do tratamento essas doses estão mais baixas. Há possibilidade total de reverter o quadro e, somente, se houver cicatrizes é que será um pouco mais difícil para a pele voltar ao normal.
Outro fato relevante com relação à acne na mulher adulta é que não existe tratamento preventivo para o caso, e a terapia será prescrita de acordo com as causas dessa acne.
Atualmente, cerca de 30% das mulheres, com mais de 20 anos, que vão ao meu consultório, apresentam esse tipo de problema que, se não for tratado, vai persistir até à menopausa.
Para essas mulheres uma das saídas é a flutamida, um anti-andrógeno, não hormonal, não antibiótico, que age no receptor, bloqueando-o dentro da célula e caracterizando-se por apresentar uma ação periférica, ou seja, conseguindo com que não haja ação dos andrógenos na pele.
Trata-se de um remédio eficaz, que pode ser prescrito em doses relativamente baixas, com poucos efeitos colaterais. A exceção ao uso se dará somente em mulheres grávidas que, normalmente, não podem tomar uma série de outros produtos.Mas, voltando ao problema da acne na mulher adulta propriamente dito, vale enfatizar que, o mais importante nesse caso é a pesquisa ou o diagnóstico, para saber quais são as causas da doença e a gravidade da mesma. A partir dessa análise é que o médico poderá adotar os tratamentos específicos.

Fonte: Clube She
Denise Steiner é Médica Dermatologista e Diretora da Clínica Stöckli

Posted on 14th December 2008
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O que pode criar um monstro?

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O que pode criar um monstro?
O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… Nada? Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade?

O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?

O rapaz deu a resposta: ‘ela não quis falar comigo’. A garota disse não, não quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um não. Seu desejo era mais importante.

Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.

Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o não da menina Eloá foi o único.

Faltaram muitos outros não’s nessa história toda. Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19.

Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha.

Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida.

Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá.

Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.

Simples assim. N Ã O.

Pelo jeito, a única que disse não nessa história foi punida com uma bala na cabeça. O mundo está carente de não’s.

Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer não às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer não aos maridos ( e alguns maridos, temem dizer não às esposas ).

Pessoas têm medo de dizer não aos amigos.

Noras que não conseguem dizer não às sogras, chefes que não dizem não aos subordinados, gente que não consegue dizer não aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros.

Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas.

Mas têm pequenos surtos quando escutam um não, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco.

Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal. Os pais dizem, ‘não posso traumatizar meu filho’. E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos.

Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes.

Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer não, você não pode bater no seu amiguinho.

Não, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.
Não, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.
Não, você não vai passar a madrugada na rua.
Não, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.
Não, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.
Não, essas pessoas não são companhias pra você.
Não, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.
Não, aqui não é lugar para você ficar.
Não, você não vai faltar na escola sem estar doente.
Não, essa conversa não é pra você se meter.
Não, com isto você não vai brincar.
Não, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.

Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo não é só deles. E aí, no primeiro não que a vida dá ( e a vida dá muitos ) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Chutam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.

Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um não.

Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns não’s de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso.

Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem.

O não protege, ensina e prepara. Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os não’s que recebo.

Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

Posted on 5th November 2008
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Miocardiopatia

Miocardiopatia que literalmente quer dizer
doença do músculo do coração é a deterioração da função do miocárdio ( o músculo do coração) por alguma razão. Pessoas com miocardiopatia estão sempre sofrendo o risco de uma arritmia ou morte cardíaca súbita ou ambos.

Ventrículo direito dissecado para mostrar dilatação e engrossamento com fibrose subendocárdica
As miocardiopatias geralmente podem ser categorizadas em dois grupos, baseado nas diretrizes da Organização de Saúde Mundiais:
Miocardiopatia Extrínseca
Estes são as miocardiopatiass cuja patologia primária está fora do próprio miocárdio. A maioria das miocardiopatias são extrínsecas, porque sem dúvida a causa mais comum é isquemia. A Organização de Saúde Mundial considera extrínseca as seguintes doenças:
Doença das artérias coronárias
Doença de congênita do coração
Doenças nutricionais
Miocardiopatia isquêmica
Miocardiopatia hipertensiva
Miocardiopatia Valvular
Miocardiopatia inflamatória
Miocardiopatia secundária a uma doença metabólica sistêmica
Miocardiopatia alcoólica
Miocardiopatia Isquêmica
Miocardiopatia isquêmica é uma fraqueza no músculo do coração devido a entrega de oxigênio inadequada para o miocárdio com a doença nas artérias coronárias sendo a causa mais comum.

Anemia e apnéia do sono são condições relativamente comuns que podem contribuir para o miocárdio isquêmico e ao hipotireóidismo que podem causar uma isquemia secundária à parada cardíaca.

Indivíduos com miocardiopatia isquêmica tipicamente têm uma história de infarto do miocárdio (ataque de coração), embora uma isquemia existe há tempo pode causar bastante dano ao miocárdio para precipitar uma miocardiopatia clinicamente significante, mesmo na ausência de infarte do miocárdio.

Em uma apresentação típica, a área do coração afetada pelo infarto miocárdico se tornará necrótica enquanto morre, e será substituído então através de tecido (fibrose). Este tecido fibroso não é mais músculo e não pode contribuir à função do coração como uma bomba. Se a região fibrósa do coração é bastante significativa, o lado afetado do coração (a esquerda ou lado de direito) entrará em falência, e esta falência é o resultado funcional de uma miocardiopatia isquêmica. Se a região fibrósa do coração é bastante significativa, o lado afetado do coração (a esquerda ou lado de direito) entrará em falência, e esta falência é o resultado funcional de uma miocardiopatia isquêmica.

Miocardiopatia devido a doenças sistêmicas
Muitas doenças podem resultar em miocardiopatias. Estas incluem doenças como hemocromatose, (uma acumulação anormal de ferro no fígado e outros órgãos), amiloidose (uma acumulação anormal da proteína de amilóide), diabete, hipotireoidismo, armazenamento de doenças lisossômicas e as distrofias musculares.

Miocardiopatia Intrínseca
Miocardiopatia Intrínseca é a fraqueza no músculo do coração que não está relacionada a uma causa externa identificável. Para fazer um diagnóstico de uma miocardiopatia intrínseca, doença das artérias coronárias devem ser descartadas (entre outras coisas). O termo miocardiopatia intrínseca não descreve a etiologia específica de músculo fraco do coração. Elas são um a mistura de doenças, cada uma com suas respectivas causas.

Miocardiopatia intrínseca tem vários causas inclusive intoxicação por drogas e álcool, certas infecções (inclusive Hepatite C), e várias genéticas e idiopáticas (desconhecido) causas.

Elas geralmente são classificados em quatro tipos, mas também são reconhecidos tipos adicionais:

Miocardiopatia dilatada (DCM), a forma mais comum, e um das indicações principais para transplante de coração. Em DCM o coração (especialmente o ventrículo esquerdo) é aumentado e a função de bombeamento é diminuída. Aproximadamente 40% de casos são hereditários, mas as genéticas são pobremente compreendidas comparado com HCM. Em alguns casos manifesta como miocardiopatia peripartum, e em outros casos pode ser associado com alcoolismo.

Miocardiopatia Hipertrófica (HCM ou HOCM), uma desordem genética causada por várias mutações em genes que codificam proteínas de sarcomero. Em HCM é engrossado o músculo do coração que pode obstruir fluxo de sangue e pode impedir o coração de funcionar corretamente.

Miocardiopatia arritmogênica do Ventrículo Direito (ARVC) surge de uma perturbação elétrica do coração no qual músculo de coração é substituído através de tecido fibroso. O ventrículo direito é geralmente o mais afetado.

Miocardiopatia restrita (RCM) é uma miocardiopatia incomum. As paredes dos ventrículos são duras, e não podem ser engrossadas, e resistem ao enchimento normal do coração com sangue. Uma forma rara de miocardiopatia restrita é miocardiopatia obliterativa. Neste tipo, é engrossado o miocárdio nos apices dos ventrículos direito e esquerdo tornando-os grossos e fibrosos, causando uma diminuição nos volumes do ventríclos.

Miocardiopatia Noncompaction foi reconhecida como um tipo separado desde os anos oitenta. O termo recorre a uma miocardiopatia onde a parede do ventrículo esquerdo não cresceu corretamente de nascença e teve uma aparência esponjosa quando visto em um ecocardiograma.

Advertência: A Wikipedia não é um consultório médico.

Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

O tratamento depende do tipo de miocardiopatia, mas pode incluir medicamento, marca-passos implantados, desfibriladores, ou dispositivos ventriculares(LVADs).A meta de tratamento é freqüentemente alívio dos sintomas, e alguns pacientes podem, eventualmente, requerer um transplante de coração .No tratamento de miocardiopatia (e outras doenças cardíacas) são usados métodos alternativos como tratamento com células-tronco, e está comercialmente disponível mas não é apoiado por evidência convencida.

Tratamento para Miocardiopatia Dilatada: Se o uso exagerado de bebidas alcoólicas for o motivo, o paciente deve abster-se da ingestão alcoólica. Se uma infecção bacteriana produzir uma inflamação aguda do miocárdio, esta deve ser tratada com antibiótico. No indivíduo com doença arterial coronariana, a irrigação sangüínea deficiente pode provocar angina (dor torácica causada por uma cardiopatia), impondo a necessidade de um tra-tamento com um nitrato, um betabloqueador ou um bloqueador dos canais de cálcio. Os betabloqueadores e os bloqueadores dos canais de cálcio podem reduzir a força das contrações cardíacas. Medidas que auxiliam a reduzir a tensão sobre o coração incluem o repouso e o sono suficientes e a redução do estresse.

Tratamento para Miocardiopatia Hipertrófica: O tratamento tem como objetivo principal a redução da resistência cardíaca à entrada de sangue entre os batimentos cardíacos. Administrados de forma isolada ou simultânea, os betabloqueadores e os bloqueadores dos canais de cálcio representam o principal tratamento. A cirurgia de remoção de parte do miocárdio melhora o refluxo do sangue do coração.

Posted on 24th October 2008
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SAIBA MAIS SOBRE ESPERMATOZÓIDES

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A estratégia dos espermatozóides

Os espermatozóides são muito desiguais. Na escola, aprendemos que, numa ejaculação humana, são expulsos de 200 milhões a 500 milhões deles e que todos nadam alucinados atrás do óvulo: ao vencedor, a glória da fecundação.
Parece que não é tão simples: os espermatozóides trabalham em conjunto, cada qual com uma função definida, como se fossem um exército de guerreiros disciplinados. No curso da evolução, foram obrigados a adotar essa estratégia para vencer as barreiras impostas pela anatomia sexual feminina.
A vagina humana é um lugar inóspito para eles. Sua superfície é forrada por colônias de lactobacilos que secretam ácido para defendê-la dos germes que penetram. O líquido que a lubrifica é rico em enzimas, anticorpos e glóbulos brancos dispostos a destruir invasores: bactérias, vírus, fungos ou células de outra pessoa; espermatozóides, inclusive.
Os poucos espermatozóides que conseguem sobreviver nesse ambiente ácido ainda precisarão vencer muitas barreiras para chegar ao óvulo. A pior, talvez, esteja na entrada do útero.
Na parte inferior, o útero se estreita num canal mais fino, chamado colo ou cérvix. O colo se abre na vagina por um pequeno orifício revestido por glândulas, que produzem um muco espesso para vedá-lo e impedir a entrada de germes.
Esse muco é empurrado para dentro do útero pelos movimentos delicados de um tapete de microcílios que revestem as paredes do colo. Nesse movimento ciliar, filetes do muco espesso são levados para cima, formando colunas muito próximas umas das outras. Como conseqüência, para penetrar, o espermatozóide é obrigado a espremer-se nos microcanais deixados entre as hastes de muco. Um espermatozóide mede três micra, e os canais, de três a cinco, na fase de permeabilidade máxima (ovulatória).
O trajeto pelos canais é não só labiríntico como cheio de perigos: ao invadir o muco, os espermatozóides são atacados por legiões de glóbulos brancos hostis, três vezes mais numerosos do que eles.
Na ânsia de escapar dos atacantes e abrir caminho entre os canais, os espermatozóides fazem desabar algumas das hastes de muco, ocluindo passagens e dificultando a penetração dos que vêm atrás na corrida. Estruturalmente, os espermatozóides são verdadeiros mísseis carregados de genes. São formados por uma cabeça, que traz o pacote de genes do pai, e uma cauda para nadar.
No microscópio, parecem todos iguais, mas, se olharmos com atenção, veremos que têm formatos diversos: alguns possuem cabeça pequena e cauda comprida; outros têm cabeça oval, dupla, em forma flecha, de alfinete, de remo e de charuto e a cauda reta, enrolada, dupla, curta, longa, etc., numa combinação infinita de formas.
Em 1980, J. Sivinski publicou, numa obscura revista científica da Flórida, um estudo sobre o papel do esperma na seleção sexual de insetos. Nele, pela primeira vez, surgiu a idéia de que os espermatozóides de um indivíduo competem brutalmente para evitar que o óvulo seja fecundado por espermatozóides alheios. Quatro anos mais tarde, R. Silberglied confirmou a existência dessa competição mortal entre espermatozóides de borboletas.
Em 1988, dois autores americanos, R. Baker e M. Bellis, elaboraram a “hipótese camicase”. Segundo ela, o esperma carrega milhões de espermatozóides prontos a declarar guerra contra os estranhos que encontrarem pelo caminho. Essa vocação bélica do esperma é encontrada em todos os machos do reino animal, sem exceção.
De acordo com a hipótese, existiriam três grandes grupos de espermatozóides em cada ejaculação:

1) pelotão de elite: seleto grupo de nadadores imbatíveis na velocidade. Armazenam a energia necessária para o percurso em corpúsculos situados na cabeça comprida e têm cauda longa e ágil. São poucos: cerca de 1% dos milhões ejaculados;
2) bloqueadores: têm cabeça grande e cauda pequena. Nadam devagar; não são páreo para o pelotão que dispara na frente. Nem vão atrás do óvulo; são “camicases”: ao penetrar os canais do muco uterino, agarram-se às paredes para obstruir a passagem dos que vêm atrás, sejam eles do mesmo macho ou de outro qualquer. A função bloqueadora ocupa cerca de 50% dos espermatozóides;
3) matadores: carregam enzimas tóxicas na cabeça e possuem antenas capazes de detectar e reconhecer espermatozóides estranhos. Quando os encontram, despejam neles suas enzimas mortais. Como os adversários reagem com as mesmas armas, espermas de indivíduos diferentes se envolvem numa luta de vida ou morte. Bons “matadores camicases” foram tão necessários para a sobrevivência das espécies que constituem praticamente a outra metade da população do esperma.
Para complicar, matadores, bloqueadores e nadadores não são todos iguais. Quanto mais árduo o percurso a ser percorrido no trato genital feminino, mais eles se especializam em determinada função a ser exercida num ponto específico do trajeto que conduz ao óvulo.
Disfarçada ou não, a estratégia reprodutiva mais empregada pelas fêmeas no decorrer da evolução das espécies tem sido a de promover a competição entre espermas de indivíduos diferentes. Que vença o mais apto é o que deseja o corpo feminino.
Nós, como todos os animais, somos descendentes de antepassados portadores de espermatozóides guerreiros que venceram incontáveis batalhas. Os perdedores desapareceram da face da Terra, no melhor estilo de competição e seleção natural.

Posted on 5th October 2008
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